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Principal acionista reduz fatia na ABNote de 33% para 24%
Fonte: http://www.valoronline.com.br
Data: 14.10.2009



Durante dois meses, o principal acionista da American BankNote (ABNote), empresa que atua na confecção de cartões de crédito e débito e serviços gráficos de segurança, promoveu vendas quase diárias de ações da companhia na bolsa. As operações começaram em agosto e se estenderam até o início deste mês, quando a ABN Equities, com sede em Delaware (EUA), reduziu a participação na empresa brasileira de 32,79% para 24% do capital - permanecendo como maior acionista.

Sidney Levy, presidente da ABNote, explica que a decisão da ABN Equities visou apenas aproveitar uma oportunidade de mercado. "Eles entenderam que, em dólar, a venda nos preços a que eles praticaram geraria um bom retorno para o investimento", afirma Levy. "Mas também afirmaram que não pretendem reduzir a participação abaixo dos 24%. Logo, as vendas neste mês devem cessar", diz.

As movimentações dos acionistas, conselheiros e diretores são comunicadas mensalmente pelas empresas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em atendimento à Instrução nº 358.

Assim, as quantidades vendidas pela ABN Equities, assim como os preços, foram todos divulgados ao fim de cada mês. Em agosto, os papéis foram vendidos, em média, por cerca de R$ 15,50 cada um, e a fatia da ABN diminuiu para 30,8%. Em setembro, as vendas foram a um preço médio de R$ 16,25 e a participação baixou para 26,8%. Este mês as vendas prosseguiram até os 24%, mas o relatório final só será divulgado em novembro.

Levy ressalta que a crise nos mercados financeiros mundiais atingiu mais fortemente os negócios nos Estados Unidos e, portanto, é natural que a ABN deseje realizar lucros onde for possível.

Se por um lado o acionista majoritário está reduzindo a participação na companhia, por outro, os minoritários estão demonstrando cada vez mais interesse no dia a dia da empresa. No dia 3 de novembro, por sugestão de acionistas minoritários, a ABNote fará assembleia para votar a retirada da chamada pílula de veneno, cláusula do estatuto que impedia a reconcentração da base acionária. A maior parte do capital da empresa está no mercado.

A exclusão foi proposta pelos acionistas Fundamental Investimentos, Rio Bravo Fundamental , Bahema e Pavarini Ópice , que, juntos, possuem 5,6% da ABNote.

Levy ressalta que, apesar de coincidentes, a retirada da pílula e a redução da participação do maior acionista não têm nenhuma relação. "A proposta foi levada ao conselho e decidimos levar a decisão final aos acionistas", diz. Ele afirma que a existência da cláusula não prejudicou os negócios da empresa durante a crise.

Além da discussão sobre a pílula, os acionistas minoritários deverão eleger, na próxima assembleia ordinária, que será realizada só em abril, um representante no conselho de administração. Segundo Levy, a empresa mantém conversas com esses acionistas e "adoraria ter um representante no conselho".






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